O Que é Estar Pronto(a) e Vencer

Como ainda é grande a resistência das pessoas sobre a necessidade de assumir para valer o comando das suas vidas e carreiras profissionais, ainda iludidas pelos anos de paternalismo-assistencialista

Desde muito, repete-se a expressão “auto-desenvolvimento” no cenário da economia, do mercado de trabalho e mesmo no imenso cenário da sociedade como um todo.  De vez em quando, deparamo-nos com uma espécie de surto do auto-desenvolvimento, voltando, glorioso e refulgente, o tema para os lugares de destaque nas grades dos congressos e demais eventos destinados ao debate sobre a tecnologia da Gestão de Pessoas. Nos últimos anos, precisamente de 1990 para cá,  assim como vinha, sumia o tema, sem deixar muito de concreto em sua esteira. E ele ficava restrito às discussões de algumas poucas instituições e profissionais da área, estes sim muito atentos para a importância do tema e seu forte impacto na qualidade organizacional e das carreiras profissionais.

Como ainda é grande a resistência das pessoas sobre a necessidade de assumir para valer o comando das suas vidas e carreiras profissionais, ainda iludidas pelos anos de paternalismo-assistencialista, o auto-desenvolvimento ainda não lhes demanda a atenção merecida, o que não é bom!  No entanto, as aceleradas mudanças nas estratégias de administração e desenvolvimento da excelência no meio organizacional, público e privado, não importa, produziram uma situação complexa: a pessoa que não cuida do auto-desenvolvimento está condenada a, progressivamente, perder competitividade no mercado de trabalho, até nele não mais encontrar nenhuma chance de sobrevivência. Ademais, considere-se que até o indivíduo que investe tempo e recursos no seu desenvolvimento pessoal e profissional, volta e meia enfrenta uma batalha feroz: a competição pelas melhores oportunidades com pessoas igualmente preparadas e em crescimento constante, no mutante e exigente mercado de trabalho.

A educação continuada é a alternativa. Tomando-se como base o Conhecimento e buscá-lo onde estiver e dele fazer matéria-prima para a construção de um novo estágio da carreira,  a cada ciclo de vinte e quatro horas, são atributos dos profissionais que expandem suas competências.  E aqui não entra o conceito banal de “vencedor”, tão ao gosto da falácia dos despreparados: vencedor não é, necessariamente, o sujeito que deixou para trás uma sucessão de manobras e ações que foram mobilizadas tendo como combustível a crença do “vale tudo para chegar lá”. O vencedor é aquele que, por princípio e norma de conduta, busca superar a si mesmo, procurando ver-se como melhor a cada dia, tarefa muito difícil, porém fantástica quando entendida e enfrentada.

O profissional vencedor é o empreendedor de si próprio, o mago que desperta e mobiliza a auto-confiança, o sujeito que “faz chover” e não mede esforços para, renovando-se, ampliar as suas perspectivas de vitórias, as quais se diferem do senso comum de que o mundo é dividido entre vencedores e perdedores, filosofia barata dos que alcançam no máximo o modelo Trump de vencer.

Autor: Benedito Milioni

42 anos de carreira em Gestão de Pessoas, como técnico, gestor e prestador de serviços.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *